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 criticas ao hp7 pt 1

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meguie
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MensagemAssunto: criticas ao hp7 pt 1   Sex Nov 12, 2010 9:24 pm



PRIMEIRA CRÍTICA DE HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 1
POR TÉO MOURA E GUSTAVO PRADO

Um melhor título para Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1 seria “Hermione toma o controle”

Em um ponto dessa penúltima aventura, Rony (Rupert Grint) diz para Hermione: “Você é a melhor em feitiços.”

Ela é. E de alguma forma – e não tenho certeza com isso aconteceu – Emma Watson, que interpretou a estudante dedicada de Hogwarts por um década, também me enfeitiçou. Ela é hipnotizante no seu quieto, metódico e não sem sentido jeito e é, definitivamente, o ponto forte neste filme.

Para ter certeza, o Harry Potter de Daniel Radcliffe não é desleixado. Ele é O Escolhido afinal de contas, e a história gira em torno dele.

Mas a Hermione de Emma tem verdadeira coragem. Senti uma séria preocupação (sim, sei que é bobagem) quando Belatriz Lestrange (interpretada pela excelente Helena Bonham Carter) a agarrou e a fez refém.

Eu acho ótimo que essas histórias tenham produzido uma heroína de alto nível. Eu gosto que Hermione é tão completa.

Então tem o Harry, que nas mãos mais que capazes de Daniel se tornou num jovem homem legal. As moças certamente vão achá-lo extremamente legal, também.

Por duas vezes, Harry tira a roupa até ficar de cueca, revelando seu peitoral e abdômen, que, sem dúvida, excitará suas fãs.

Há um momento emotivo quando Harry dança com Hermione. Eles estão dentro de uma barraca, em uma tenda em uma floresta petrificada, o rádio está tocando e eles dão uma improvisada – e pura – volta.
É um momento tocante, sensível e inesperado que os fãs dessa série épica – esse filme é baseado no sétimo livro de J.K. Rowling – vão guardar na memória.

Só um trouxa que tenha vivido embaixo de uma pedra durante os últimos dois anos não sabe que Relíquias da Morte Parte 1 é o começo do fim das aventuras de Harry.

É a primeira parte de dois filmes, o segundo épico, Relíquias da Morte Parte 2, que nos traz o confronto final de Harry com Voldemort (Ralph Fiennes) será lançado em Julho.

Relíquias da Morte Parte 1 é mais terreno do que os filmes anteriores e nos leva para fora de Hogwarts em uma viagem, visitando locações reais (ao contrário dos sets de fantasia) como Shaftesbury Avenue em Londres (uau!), onde vemos Harry, Hermione e Rony numa tarefa de encontrar e destruir as horcruxes (os objetos mágicos que são a chave da imortalidade de Voldemort).

O filme dura 146 minutos – não é o mais longo da série, mas tenho certeza que há um feitiço que que poderia ter feito pelo menos 20 minutos do filme desaparecer. Provavelmente os produtores estão nos preparando para a parte 2, que eu ouvi que será o mais longo da série porque há muita coisa que precisa ser comprimido para o último filme.

A parte 1 começa com o Bill Nighy como o Ministro da Magia Rufo Scrimgeour falando: “estes são tempos de trevas, não há como negar.”

Voltamos para Lord Voldemort dirigindo uma câmara de Comensais da Morte no barional esplendor da mansão de Lúcio Malfoy. Eles estão marcando a morte de Harry.

Há uma sangrenta cena em particular que Voldemort diz ‘Jantar!’ e sua cobra de estimação Nagini, desliza sob a mesa para devorar a pobre professora de Estudo dos Trouxas, Caridade Burbage. Esta é uma das razões do filme ter uma classificação de 12 anos [14 no Brasil].

Nagini mostra sua feias garras novamente mais tade… desta vez com Harry e Hermione como alvo. Nagini com certeza dará pesadelos à jovens crianças, sem mencionar boa parte dos adultos.

A maravilha de Relíquias da Morte é que depois de todo esse tempo a história ainda tem o poder de te encantar, e te deixará na beirada da sua poltrona.

O fantástico sobre Relíquias da Morte é que depois de todo esse tempo as histórias ainda têm o poder de te encantar e te trazer para a berada do seu assento.

Há algumas perseguições alucinantes e emocionantes que devem agradar a todos. Olho-Tonto Moody (Brendan Gleeson) aparece na casa de Harry na Rua dos Alfeneiros e organiza uma escolta para Harry escapar de um iminente bombardeio de Comensais da Morte.

Todos estão lá: Hermione, Rony, os gêmeos Fred e Jorge, o irmão mais velhos Gui, sua noiva Fleur Delacour e o resto.

Olho-Tonto tem um plano na manga. Seis do grupo irão tomar a Poção Polissuco, que produz Potters idênticos.

Com a série terminando, o diretor David Yates e o roteirista Steve Kloves tentam seu melhor para manter os sentimentos no ápice, mas eu pude sentir um nódulo (só um pouco) na minha garganta quando Rúbeo Hagrid chegou para garantir a segurança pessoal para o nosso Harry.

Eu recentemente re-assisti o primeiro filme, Harry Potter e a Pedra Filosofal, assim o momento em que Hagrid se encarrega do bebê Harry Potter no início de toda a saga ainda estava fresco em minha mente.

Percebi que passei os últimos dez anos assistindo eles crescerem – como todos nós. Os primeiros passos difíceis, aquelas primeiras linhas desajeitadas de diálogo. Ah, tanta inocência.

Agora, de repente, a dança de Harry com Hermione e Rony com ciúmes, especialmente quando ele tem que testemunhar uma fantasia (de topless!) entre os seus dois melhores amigos.

Talvez este seja mais um dos motivos para a classificação ser 14 anos.

Foi divertido ver Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint vestir sapatos adultos, tanto dentro quanto fora das telas.

Eu não conseguia ver no começo que a Emma poderia florescer em uma mulher tão linda – e em uma pessoa que eu vou sentir falta quando ela não estiver em cena.

Também não poderia prever que Daniel poderia emergir em um dos mais queridos jovens atores. Eu gosto da sua busca por trabalhos fora da franquia Potter.

Como sempre, é um presente de verdade assistir os melhores atores britânicos na tela: Imelda Staunton, John Hurt, Jason Isaacs, Alan Rickman, Timothy Spall, Fiona Shaw, Richard Griffiths e Julie Walters.

A maioria deles retornarão para o último filme e suas revelações acabarão. Mas eu aposto que a nossa ligação com Harry Potter jamais será quebrada.


SEGUNDA CRÍTICA DE HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 1
POR ALICE FAGIOLO

A primeira parte do final de Harry Potter diverte e frustra na mesma medida.

O final da jornada chegou. Bem, quase, porque com a proximidade das adaptações de Crepúsculo e O Hobbit, o filme Harry Potter e as Relíquias da Morte foi dividido em duas partes, a primeira a ser lançada no Natal e a segunda a concluir a saga no próximo verão.

Os cineastas afirmam que a decisão foi tomada para que se fizesse justiça à extensão da obra final de J. K. Rowling. E enquanto essa decisão permite ao público passar mais tempo com seus personagens queridos nesse momento mais crítico, não dá para deixar passar o sentimento de que a Parte 1 é bem construída, mas sem desfecho, resultando em uma experiência cinematográfica um tanto vazia.

O Diretor David Yates, no comando do seu terceiro filme da série Harry Potter, tira grande prazer nessas horas adicionais que lhe foram dadas, aproveitando o tempo para preparar o terreno para a grande final da história.
Ele constrói um sentimento opressivo de melancolia desde o início, com Harry, Rony e Hermione se preparando para sair de casa, talvez pela última vez. Em uma cena particularmente tocante, apenas mencionada no livro, Hermione apaga da memória de seus pais a lembrança da sua única filha para protegê-los da inevitável guerra que se aproxima rapidamente. A tensão é brevemente aliviada em uma seqüência que gira em torno de vários Harrys aparecendo na tela, mas que logo em seguida volta ao drama com nossos heróis embarcando em uma perseguição dramática com a aproximação dos Comensais da Morte pelo céu noturno.

Eles fazem uma fuga perigosa e ousada, mas com conseqüências devastadoras para todos os envolvidos, e é neste momento que a trama ganha força.

O Ministro da Magia, Rufus Scrimgeour, faz uma visita ao trio para entregar a eles o legado final de Alvo Dumbledore, com Rony recebendo um Desiluminador, Hermione um exemplar de “Os Contos de Beetle, o Bardo” e Harry o pomo que ele capturou em sua primeira partida de Quadribol, e a espada de Gryffindor (esta última aparentemente sumida).

Presentes estranhos que trazem mais perguntas do que respostas, e os três heróis ficam confusos quanto aos seus significados. No entanto, antes de o trio ter a oportunidade de decifrar o enigma final de Dumbledore, eles são novamente obrigados a pegar a estrada, desta vez isolados e completamente sozinhos.
Com a rede se fechando ao seu redor, Voldemort começa a implementar a solução definitiva, assumindo o controle de Hogwarts e do Ministérios da Magia, e aniquilando os “indesejáveis” da raça trouxa.

Introduzindo a “reforma educacional” e um “programa de avaliação” – o lema é “Você não tem nada a temer se você não tem nada a esconder – ele usa o assassinato e a opressão para começar a criar a sociedade perfeita de sangue puro.

Com nenhum lugar para se esconder, as tensões entre os três heróis começa a aumentar, permitindo que Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson dêem o melhor de suas performances na franquia até o momento. Quando Harry descobre a dolorosa verdade sobre o passado de Dumbledore, ele sofre uma espécie de crise de fé, enquanto a crescente relação entre Rony e Hermione torna a amizade dos três cada vez mais fragmentada.

Os problemas só pioram com a presença de uma das Horcruxes, um dos recipientes onde o Lorde das Trevas tem escondido um pedaço de sua alma. Sem poderem libertá-la, os três devem carregar o objeto amaldiçoada com eles, e com a Horcrux intensificando as emoções negativas de quem o carrega, a amizade deles acaba chegando a um ponto de ruptura.

Infelizmente, nesse ponto a história se torna lenta, ao ritmo de uma lesma, conforme os cineastas lutam com as complexidades do enredo. Esforçando-se para desvendar os mistérios da Horcrux e da Relíquia da Morte principal, o trio viaja de um lado para o outro sem realmente saber a razão.
E se nossos protagonistas não têm certeza do que estão fazendo, ou o porquê disso, é difícil para o público se deixar envolver, ou ainda pior, se importar, fazendo com que o meio do filme seja meio entediante.

O aparecimento de Xenophilius Lovegood – o pai de Luna e editor do jornal clandestino O Pasquim – melhora brevemente o processo, enquanto uma seqüência de dança totalmente original entre Harry e Hermione comove e emociona ao mesmo tempo.

Mas elas são imprensadas entre longas cenas de exposição a tentar explicar o enredo, nesse ponto confuso e complicado.

Os eventos vão se construindo até o final na Mansão Malfoy, e terminam de forma pessimista, no estilo final de O Império Contra-Ataca, mas enquanto naquele filme as forças do bem e do mal estavam claras, aqui elas são sombrias, tornando a conclusão frustrante.

Tudo parece impressionante, com figurino e design de produção de cair o queixo, como o Mistério da magia inspirado na Berlin de 1930, com seu átrio mostrando a supremacia dos bruxos ante aos trouxas.

Igualmente, uma perseguição através da floresta se destaca de todas as outras da franquia, enquanto o conta das Relíquias da Morte é muito bem feito numa animação simples, mas impressionante.

As atuações também são uniformemente excelentes, com Jason Isaacs em particular se destacando como Lucius Malfoy, uma sombra do seu eu anterior graças a um feitiço da Prisão de Azkaban.

Bill Nighy e Rhys Ifans também trazem um maravilhoso senso de perversidade a seus papéis como Scrimgeour e Lovegood respectivamente.

Na verdade, o único lado ruim no quesito atuação é a falta de Alan Rickman, com Severo Snape aparecendo apenas em uma participação especial no começo do filme.

Felizmente, ele está de volta com tudo na Parte 2, que teremos que esperar por oito meses para assistir. No momento, temos um filme cheio da atmosfera de Harry Potter que consegue elevar a participação de todos os envolvidos, para que esse lançamento, acima de todos os outros, realmente dê a sensação de vida ou morte.

Mas o filme sofre de falta de foco, a natureza empírica da metade significando que você realmente sente as maquinações da intrincada trama.

Essa frustração combinada com a inevitável falta de qualquer resolução real torna-se uma experiência divertida, porém um tanto insatisfatória.

Portanto, enquanto o filme está longe de ser ruim, o sentimento predominante é o de que está incompleto. Vamos esperar que Yates e sua equipe se redimam no próximo verão.


CRÍTICA DE HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 1
POR POTTERISH.COM

Um Dementador tirou a alegria do último filme da saga?

A primeira parte de Relíquias da Morte nos mostra mortes, julgamentos, exclusão racial e o equivalente bruxo do afogamento, a maldição cruciatus.

Como o livro de JK Rowling, este sétimo filme é mais sombrio que os outros. É um Harry Potter mais sério, para tempos mais cruéis.

Os dias felizes em Hogwarts, os feijõezinhos de todos os sabores de Bertie Bott
e o Quadribol ficaram pra trás. Ao invés disso, o poder de Lord Voldemort está crescendo e o seu pelotão de Comensais da Morte tomou o Ministério da Magia, a fim de expulsar os nascidos trouxas(Sangues-ruins) para deixar o mundo da magia racialmente puro. Enquanto isso, Harry deixou a escola aos 17 anos, e está fugindo de Voldemort com Rony e Hermione.

O filme começa com um close-up dos olhos vermelhos e cansados de Bill Nighy, o último grande ator a se juntar ao elenco. Como Ministro da Magia, ele prevê, com um sotaque galês que as coisas estão para ficar bem difíceis.

Bellatrix Lestrange, goticamente interpretada por Helena Bonham Carter, está recebendo uma reunião de fãs de Voldemort, incluindo um covarde Lucio Malfoy e a cobra de estimação do Lord das Trevas, Nagini.

Flutuando acima da mesa dos Comensais da Morte, uma antiga professora de Hogwarts está sendo torturada e gritos pontuam a conversa. O filme tem censura 12A, mas fique avisado: é um pesadelo para seu filho de 5 anos, especialmente quando aquela cobra fica com fome.

Relíquias da Morte: Parte 1 é claramente feito para os jovens e adolescentes leitores que cresceram com os livros, e não terá escolha senão se graduar com Relíquias da Morte: Parte II, no próximo verão.

Como um vislumbre da série Crepúsculo, os atores Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint estão pálidos, constantemente fugindo por florestas congeladas, e suprimindo seus desejos sexuais já que dividem uma barraca.

Radcliffe nos dá uma performance aceitável, Watson mais ainda. Grint, no entanto, parece estar exausto da vida como Ron – além do mais, todos usam suéteres horrendos.

O trio está procurando pelas Horcruxes, chaves da imortalidade do Lord das Trevas. Enquanto Voldemort quer as Relíquias da Morte, três outros objetos que o tornará ainda mais poderoso. Tente acompanhar, porque é um pouco intrincado, até mesmo se você já leu o livro.

O problema é a falta de aceleração. Há cenas intermináveis, onde o trio conversa na barraca. O alívio vem com algumas grandes cenas: David Yates, o diretor, nos entrega uma bela batalha aérea de vassouras, com Hagrid pilotando sua motocicleta e o sidecar.

Mas como o filme quase chega a três horas, muitos desejarão que alguém tivesse editado o livro em apenas um filme de ritmo alucinado, ao invés deste final inchado.


Na terceira crítica, feito pelo The Australian, o repórter comenta que o ritmo do filme é lento e tediante (leia ela clicando aqui), mas para Steve este ritmo que o longa-metragem leva foi ótimo.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 é tão próximo do livro como qualquer fã esperaria que fosse. Enquanto há algumas mudanças (apesar de tudo, ele ainda é um filme), muitas das cenas são retratadas exatamente como eu imaginei enquanto lia o livro final. Mas para mim, a melhor parte foi de ter tempo para não correr com as cenas, por causa do limite de duas horas e meia de filme. Enquanto você assiste a Relíquias da Morte: Parte 1, você notará que é um filme com um ritmo diferente em comparação com os anteriores. E eu gostei disso. Muito. Eu diria que… quando os créditos começaram a aparecer, eu desejei que a Parte 2 fosse estreiar amanhã. Pelo menos nós só teremos que aguardar até o próximo verão.
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MensagemAssunto: Re: criticas ao hp7 pt 1   Sab Nov 13, 2010 10:43 am

mais uma critica:

CRÍTICA: HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 1

“Vivemos em tempos sombrios”, é a primeira frase que se ouve, logo na abertura de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte I, penúltimo filme da bilionária franquia criada a partir dos best sellers de J K Rowling. “Tempos realmente sombrios, como nunca enfrentamos antes”, continua a voz que, em breve, veremos pertencer ao Ministro da Magia em super close. Estamos no terceiro e último ato da jornada do herói Harry Potter , da inocência ao despertar do seu destino e, agora, sua conclusão. As perspectivas, como as de todos os seres humanos, não são amenas: testados pelos desafios da adolescência, Potter e seus companheiros Ron e Hermione são agora adultos, em confronto com as forças da mortalidade, do tempo e do legado de suas famílias.

Uma das (muitas) formas de compreender a obra de Rowling é como um grande arco metafórico sobre a difícil tarefa de viver: da infância à primeira maturidade, perdendo a inocência, ganhando sabedoria, descobrindo um lugar no mundo e, com ele, aliados e inimigos. Cada gesto mágico que Rowling oferece a seus personagens é, também, um processo de crescimento interior, um modo de resolver, em sua narrativa cheia de fantasia, os dilemas e encruzilhadas que fazem parte do trabalho de ser humano.

Outro modo é ver a saga de Potter e seus amigos como um comentário social e político. É interessante, por exemplo, notar como os livros, escritos entre 1997 e 2007, perdem progressivamente o tom alegre e otimista à medida em que o próprio mundo fora de Hogwarts – o nosso mundo, dos muggles do outro lado da página, e, por consequencia, de Rowling, também – se torna mais desesperadoramente complicado.

Concluída, a saga é também uma grande metáfora sobre nossa luta, como espécie, para suplantar o nosso “lado sombrio”, a eterna fome de poder e controle que nos leva aos desatinos que pontuam nossa breve história neste planeta. É a mesma jornada de JRR Tolkien em Senhor dos Anéis, escrito antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial, e por sua vez sugerido por um dos mais antigos mitos sobre a corrupção do poder, o ciclo de histórias do Anel dos Nibelungos que inspirou Wagner em sua obra magna.

Levar tudo isso para o cinema de um modo que, nas palavras do roteirista Steve Koves, “respeite o universo de Rowling e inclua os elementos necessários para um blockbuster” é um desafio de fino equilíbrio. Quando finalmente a saga cinematográfica se concluir, em Julho de 2011, que filmes serão lembrados como obras de cinema que caminham pelos próprios pés? Aposto em Prisioneiro de Azkaban, de Alfonso Cuarón.

Mas no final das contas o competente David Yates, que dirigiu mais filmes Harry Potter que qualquer outro realizador, possivelmente será lembrado como a pessoa que cristalizou a forma cinematográfica da série. Yates desimcumbe-se bravamente desta primeira parte do difícil e sombrio Relíquias da Morte. Fãs dos livros (e até não-leitores) provavelmente vão estranhar a ênfase em sequencias de ação – a perseguição pelas ruas de Londres, por exemplo, com toda cara de videogame. A enorme quantidade de informação que precisa ser passada às vezes congestiona o fluir da narrativa, mas tudo é resgatado pela maravilhosa maneira que Yates encontrou para contar a história das relíquias da morte em si, numa sequencia de animação que é puro lirismo.

O recurso de dividir o último livro em dois filmes cheira a ganância – como muito bem aponta Todd McCarthy em sua resenha - , o mais longo dos livros, A Ordem da Fênix, foi resolvido em um só filme por Yates… Mas agora, como a maturidade de Harry, Ron e Hermione, o exílio do paraíso de Hogwarts, o Ministério da Magia corrompido e a sombra onipresente de Voldemort isso é um fato consumado.
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